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O desafio do Foro de São Paulo contra a ofensiva de direita

Ângelo Alves Publicado em 06.08.2015

O Fórum de São Paulo é hoje um espaço com grandes responsabilidades na definição da visão estratégica para a América Latina.

Terminou no dia 2 de Agosto a XXI edição do Fórum de São Paulo, um importante espaço de articulação entre partidos comunistas, progressistas e de esquerda da América Latina, em que participam actualmente 105 partidos de 26 países da América Latina. O Fórum assinalou os 25 anos da sua primeira edição, realizada em São Paulo e em que participaram Fidel Castro e Lula da Silva.

Nestes 25 anos aquela região do globo mudou muito e, independentemente de recuos e avanços, de maior ou menor consistência política de alguns dos processos, o sentido da evolução daquela realidade é muito positivo e projecta a América Latina para a primeira linha da resistência anti-imperialista. Os resultados dos processos progressistas e revolucionários que ali decorrem são muito palpáveis para grandes massas da população. No plano das relações internacionais, a América Latina é hoje um fulcro dinamizador de relações de natureza anti-imperialista e um importante actor no complexo processo de rearrumação de forças que marca a evolução mundial.

O Fórum de São Paulo é hoje um espaço com grandes responsabilidades na definição da visão estratégica para a América Latina. Se na sua primeira edição apenas o Partido Comunista de Cuba tinha responsabilidades governativas, hoje são mais de dez os partidos-membro do Fórum que estão à frente dos destinos dos seus países e é por ali que passa o importante processo de integração latino-americana.

Mas se a confiança e a determinação marcaram esta edição do Fórum de São Paulo, emergiu também a necessidade de unidade e luta contra a renovada ofensiva imperialista e das forças reaccionárias latino-americanas. Sabotagem económica, desestabilização e conspiração, manipulação mediática e dos sistemas de Justiça, recurso a grupos e gangues provocadores fascistas, são os métodos pelos quais o imperialismo tenta, em variados países, fazer aquilo que por via eleitoral não conseguiu nestes 25 anos: derrotar os processos progressistas e voltar a submeter a América Latina.

Se a observação dos trabalhos do Fórum nos permitiu olhar com confiança para aquela realidade e testemunhar o papel central de Cuba socialista neste processo, também nos demonstrou a importância crucial de reforçar a nossa solidariedade com as intensas e decisivas lutas que ali se travam.

Publicado no Jornal Avante!