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Futebol brasileiro não tem esquema tático

Eduardo Belo Publicado em 25.10.2013

"O Brasil precisa melhorar seu desempenho nos negócios do futebol porque temos uma participação muito modesta no PIB do mundial do futebol", afirmou o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, em junho, nos eventos que precederam a Copa das Confederações. Segundo o ministro, a primeira divisão cabe à Inglaterra, com 30% do PIB do futebol, e à Alemanha, com 20%, seguidas por Espanha e Itália. Ao Brasil cabe a modesta fatia de 2% do PIB futebolístico mundial. Em 26 de outubro de 1863 um advogado britânico decidiu estabelecer as regras do futebol, iniciando ali um negócio de escala global.

Na Europa, estádios lotam mesmo com transmissão ao vivo pela televisão.

A maioria dos torcedores pode não achar, mas disputar a segunda divisão do campeonato brasileiro foi uma das melhores coisas que aconteceu ao Sport Club Corinthians Paulista. Empurrado pela necessidade, o clube mais popular de São Paulo viu-se na contingência de mudar seus estatutos e acabar com o continuísmo casuísta - praga que ainda assola outras agremiações. Estabeleceu metas, multiplicou receitas, contratou estrelas internacionais como Ronaldo e Roberto Carlos, aderiu a um bem-sucedido programa de sócio-torcedor, abriu uma série de lojas para produtos licenciados pelo clube e está prestes a realizar o sonho da casa própria, com a inauguração, ainda neste ano, de um moderno estádio que vai sediar a abertura da Copa do Mundo no ano que vem. Além disso, conquistou títulos. Muitos títulos. Venceu pelo menos uma vez cada um dos campeonatos que disputou - do Brasileiro da segunda divisão, em 2008, ao Mundial de Clubes da Fifa, no ano passado.

Com receita de R$ 358,5 milhões em 2012, foi o clube brasileiro que mais arrecadou e o que melhor administrou o dinheiro, tendo sido campeão também do ranking dos mais eficientes em gestão elaborado pela Pluri Consultoria. O Corinthians está virando o jogo do futebol para tristeza, dor, ressentimento e até revolta dos torcedores dos demais clubes. Mas não é o único a se mexer. Experiências diferentes, mas com o mesmo objetivo, vêm sendo feitas em outros clubes, como Internacional de Porto Alegre, Santos, Atlético Paranaense e Vasco da Gama. O problema é que tornar mais profissional algo que sempre se caracterizou por uma gestão amadora e passional não quer dizer muita coisa.

Esporte preferido no mundo, admirado por cerca de 3 bilhões de pessoas, segundo a Fifa, o futebol completa 150 anos neste sábado. Em 26 de outubro de 1863 um advogado britânico decidiu estabelecer as regras do esporte. Começava ali um negócio de escala global que hoje movimenta entre US$ 400 bilhões e US$ 1 trilhão por ano. No Brasil, o futebol é um jogo de R$ 36 bilhões, o que equivale a mais ou menos 2% do PIB, de acordo com os cálculos da Pluri. Pouco para um país que se tornou referência do esporte. Muito pouco quando se sabe que os clubes movimentam apenas 10% desse valor. Poderia ser pelo menos o dobro, estimam os especialistas, se os clubes brasileiros fizessem do esporte um negócio como ocorre na Europa.

"O PIB do futebol é 7% clubes e 93% a estrutura que está em volta", segundo o economista Fernando Ferreira, sócio-diretor da Pluri Consultoria. Essas estruturas, sim, são profissionais. Tanto que as cotas de patrocínio televisivo, de R$ 180 milhões cada uma, estão devidamente preenchidas e nenhuma das empresas que bancam o negócio deseja sair dele.

Nos últimos cinco anos a receita dos 20 maiores clubes brasileiros cresceu 80%. Ainda assim, o clube que mais arrecada não é páreo para gigantes internacionais. O Real Madrid, campeão dos campeões em faturamento, arrecadou € 513 milhões na temporada 2011/2012. O Corinthians ficou com € 94 milhões - menos de um terço do faturamento do Chelsea, time que derrotou na final do mundial de clubes do ano passado.

"O Brasil, por ser a sétima economia do mundo, deveria ter o terceiro ou quarto mercado de futebol", diz o diretor da Pluri Consultoria. O país, na verdade, disputa a segunda divisão em vários critérios. "Em faturamento, somos o sétimo. Em valor de mercado dos jogadores, o oitavo. Em público no estádio, 18º, e em ocupação dos estádios, 31º."

Não que o país esteja completamente alheio aos fatos. "O Brasil precisa melhorar seu desempenho nos negócios do futebol porque temos uma participação muito modesta no PIB do mundial do futebol", afirmou o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, em junho, nos eventos que precederam a Copa das Confederações. Segundo o ministro, a primeira divisão cabe à Inglaterra, com 30% do PIB do futebol, e à Alemanha, com 20%, seguidas por Espanha e Itália. Ao Brasil cabe a modesta fatia de 2% do PIB futebolístico mundial.

"O grande avanço na última década foi o surgimento de gente dedicada à gestão dos clubes", diz Fernando Trevisan, pesquisador e consultor da Trevisan Gestão do Esporte e diretor-geral da Trevisan Escola de Negócios. Com faturamento equivalente ao de grandes empresas, esses clubes não poderiam mais continuar como estavam, argumenta. Mesmo, assim, alguns insistem.

O problema está na origem. A constituição estatutária diz que os clubes são sociais e, portanto, dirigidos por pessoas não profissionais. Na maioria dos casos, os dirigentes são torcedores apaixonados. "Se o dirigente não é remunerado, ele precisa ganhar a vida em outra atividade e não consegue se dedicar o tempo todo ao clube", constata Trevisan. E não têm obrigação de apresentar resultados. Os negócios são feitos na base da paixão ou do rancor. "A estrutura é montada para não ser eficiente", complementa o sócio-diretor da Pluri. Enquanto os clubes ingleses são empresas desde o fim do século XIX, aqui são raras as experiências do gênero. Uma exceção é o Audax. O clube pertencia ao Grupo Pão de Açúcar, mas foi negociado neste ano, por estimados R$ 30 milhões, com o Grêmio Barueri. Outra é o Atlético Paranaense, o modelo mais próximo de empresa existente na primeira divisão.

"A receita cresceu, mas o endividamento também", alerta Trevisan. Dados da DBO Consultoria indicam que só no ano passado as dívidas cresceram 16%. A DBO e a FGV Projetos estimam que a receita dos clubes foi de R$ 3,1 bilhões a R$ 3,6 bilhões no ano passado, enquanto as dívidas chegaram a R$ 4,7 bilhões. "Fica claro que há um problema de gestão. Uma saída seria transformar os clubes brasileiros em empresas, o que eu acho pouco viável. Mas existem outras." Um modelo híbrido, por exemplo. Foi o que adotou o Santos Futebol Clube. Com uma mudança estatutária, criou um conselho gestor nos moldes de um conselho de administração empresarial, com executivos remunerados. É um modelo incipiente, mas deve dar resultados. Um deles já apareceu: foi o único dos 20 maiores clubes do país a reduzir seu nível de endividamento no ano passado, "o já indica uma mudança de mentalidade", aponta Trevisan.

O crescimento das receitas nem foi mérito dos clubes, diz Ferreira. Houve uma expansão econômica que se refletiu nas verbas publicitárias e esse dinheiro foi repassado pela televisão. Alguns clubes tiveram alguns ganhos com os programas de sócio-torcedor. Os mais expressivos são Grêmio e Internacional. Alguns estão tentando se profissionalizar, mas a estrutura não é profissional em nenhum deles, afirma o consultor. No Corinthians, o exemplo mais fulgurante de virada, o sucesso é atribuído ao fato de vice-presidentes "de alto nível" assumirem a gestão, mas há sempre o risco de tudo mudar depois da próxima eleição. Esse é um dos 50 principais problemas do futebol brasileiro, conforme pesquisa divulgada na semana passada pela Pluri.

O Vasco começou neste ano uma tentativa de profissionalização. Foi criado o cargo de diretor-geral, uma espécie de CEO, em uma estrutura que já funciona em clubes internacionais de ponta como Barcelona e Real Madrid. O posto foi entregue ao executivo Cristiano Koehler. Ele cuida da gestão, enquanto o ídolo e presidente Roberto Dinamite assume a parte institucional. Koehler contratou mais três executivos para as áreas de marketing, jurídico e controladoria. Mas o clube corre o risco de ver o modelo naufragar, porque os executivos respondem ao diretor-geral, profissional, mas também ao diretor político de cada área, amador. "São duas agendas diferentes", diz Ferreira. "Como os resultados não vão aparecer no curto prazo, principalmente porque o clube é um dos mais quebrados entre os grandes, logo vão querer tirar os profissionais e voltar com a estrutura antiga."

No momento, esse risco está sendo potencializado pelo fato de o Vasco encontrar-se nas últimas posições do Campeonato Brasileiro, seriamente ameaçado de rebaixamento para a série B. Ferreira considera que o modelo santista também é frágil, por não exigir que os administradores, ainda que profissionais, sejam escolhidos por sua experiência na gestão do futebol.

Para alcançar um grau mais elevado de profissionalismo, afirma Fernando Blumenschein, pesquisador da FGV Projetos e coordenador de um levantamento executado no ano passado, os clubes brasileiros precisam atacar quatro aspectos: melhorar a exploração da marca no mercado internacional - e gestão é só uma parte do processo -, aumentar a receita com estádios, melhorar o potencial exportador e incentivar clubes de base, que formem novos talentos.

Parece um contrassenso que o país do futebol precise formar talentos, mas é exatamente isso que pode diferenciar o futebol brasileiro. "O Brasil tem 700 clubes de base que poderiam ter uma abordagem socioeconômica com efeitos positivos para a ascensão social e também para o negócio", afirma Blumenschein. Uma ação nesse sentido traria um efeito multiplicador com benefícios para todos. Mas os clubes de base são exceções.

Ao negociar seus jovens talentos com o exterior, os times brasileiros acabam perdendo receita com os jogos - embora faturem com a transferência em si. A maioria desses atletas deixa o país ainda imatura. Vão alcançar esse estágio na Europa, onde travam contato com um aspecto quase sempre relegado no Brasil, a disciplina tática. Clubes fracos, seleção forte. Quem sai ganhando com isso é a seleção brasileira. Ela se beneficia de uma mistura de talento com o amadurecimento tático e físico patrocinado pelos grandes clubes internacionais. O contrário ocorre, por exemplo, no rico futebol inglês. Pelos gramados da Premier League, a primeira divisão do campeonato na terra da rainha, desfilam constelações de craques de todas as partes do mundo. Mas o English Team, a equipe nacional, não desperta tanto temor nos adversários. Clubes fortes, seleção fraca.

O caso Neymar foi uma exceção. O Santos o segurou por três anos antes de negociá-lo com o Barcelona. Nesse período, a remuneração do atleta foi de cerca de R$ 3 milhões por mês, entre salários e cachês de publicidade. O clube aproveitou para faturar o seu, com patrocinadores que não só asseguraram a permanência do craque como também ajudaram a reforçar o caixa santista. Mas, ao negociá-lo com os catalães, o time viu os patrocinadores baterem em retirada.

Aumentar a receita com estádio parece óbvio, mas não é o que ocorre. Acomodados com as cotas de transmissão da televisão, os clubes deixam de melhorar seu desempenho ao atrair o público para o espetáculo ao vivo. Público que, aliás, parece preferir ver o jogo pela TV, possivelmente porque a maioria dos estádios é desconfortável, não tem estacionamento nem transporte público. Sem falar no excesso de jogos do calendário, nos horários esdrúxulos e nos problemas de segurança, em especial as brigas de torcida, que afugentam o torcedor e transformam o futebol, em vez de um entretenimento em família, em uma sessão de terapia em que grupos marginais travestidos de torcedores extravasam suas frustrações.

A frequência de público aos estádios brasileiros beira o ridículo. Perde de goleada para todos os países da elite do futebol mundial, mas também para nações sem tanta tradição. No Campeonato Brasileiro do ano passado, a média de público nos estádios foi de 13 mil pessoas por partida, com meros 31% de ocupação dos lugares disponíveis. Números que colocam o Brasil em 18º lugar no ranking de público, atrás de China, Japão, Austrália e até da liga profissional dos Estados Unidos, onde, como se sabe, se prefere o futebol jogado com as mãos. A liga americana, oitava do ranking, leva em média 19 mil pessoas aos estádios a cada partida, com 91% de ocupação.

Os campeões são Alemanha (média de 43 mil pessoas e ocupação de 95%) e Inglaterra (39 mil espectadores, 95%). Com menos gente no estádio, cerca de 29 mil, os espanhóis vêm em terceiro lugar, com 83% de ocupação média em um campeonato na prática disputado por apenas dois times - afinal, nos últimos 20 anos, só em quatro ocasiões o título não ficou com Real Madrid ou Barcelona. Detalhe: os grandes campeonatos europeus também são transmitidos ao vivo pela televisão, e nem por isso o estádio fica às moscas. Mas talvez o mais chocante é saber que o Brasil perde até mesmo para as segundas divisões da Inglaterra e Alemanha, ambas com 17 mil pessoas no estádio a cada partida.

A participação da bilheteria no faturamento dos clubes brasileiros é de apenas 8% do total, segundo a FGV Projetos, enquanto os europeus arrecadam em média 22% do total com a mesma fonte, sendo, portanto, menos dependentes de cotas de patrocínio e dos direitos de transmissão pela TV. Clubes tradicionais como o inglês Arsenal faturam com a bilheteria quase metade de tudo o que ganham.

Na verdade, os clubes não acordaram para o fato de que têm na mão um tipo raro: o consumidor fiel. As pessoas trocam de marca de cerveja, de carro, de computador, mas não trocam de time. Um estudo da Pluri mostra que os clubes ignoram o potencial de arrecadação com o torcedor. A consultoria calculou a renda dos torcedores de todo o país. Descobriu que o Corinthians, embora tenha 4 milhões de torcedores a menos que o Flamengo, possui a torcida com maior renda total: R$ 325 bilhões por ano. Consideradas apenas a receita com ingressos e produtos licenciados pelo clube - dois aspectos ligados diretamente ao bolso do torcedor -, a arrecadação do clube fica entre R$ 50 milhões e R$ 60 milhões por ano. Ou seja, o time que mais e melhor arrecada fica com menos de 0,03% do que os torcedores têm na conta. Se multiplicasse esse número por dez, chegando a 0,3%, arrecadaria entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões só com ingresso e venda de produtos. "Os clubes apenas arranham o potencial de arrecadação com o torcedor", afirma o diretor da Pluri.

A televisão representa hoje 40% da arrecadação total dos clubes da primeira divisão. Além de ser uma concentração de fontes de faturamento, coloca as agremiações em situações delicadas. A primeira delas é fazer que os clubes se submetam à grade de programação e aceitem disputar partidas perto das 22 horas no meio da semana, fator que pode colaborar para afugentar o torcedor, diminuir a renda e tirar a graça do espetáculo. A segunda é distribuir cotas diferentes, conforme o prestígio de cada time perante o público.

A diferença entre as cotas de TV não seria um problema se não fossem tão discrepantes. No ano passado, o Corinthians recebeu R$ 154 milhões pelos direitos de transmissão de TV. O São Paulo, dono da segunda cota, ficou com R$ 112 milhões. O Flamengo, time de maior torcida, contentou-se com R$ 105 milhões. O Fluminense, campeão brasileiro daquele ano, recebeu R$ 53 milhões.

A Copa acelerou a renovação dos estádios, mas também levou a outras discussões, como a revisão do exaustivo calendário

A diferença de valores decorre da decisão dos clubes de negociar os contratos em separado. Decisão que, aliás, acabou por implodir, depois de 25 anos, o Clube dos 13. Ao contrário do que ocorre na Europa, em que questões comuns são debatidas e decididas em conjunto, os clubes brasileiros compartilham apenas a ótica mesquinha. Esquecem-se de que ter adversários fortes ajuda a fortalecer todos e projetar o futebol brasileiro. Isso ficou evidente nas conversas dos quatro grandes clubes cariocas com a construtora Andrade Gutierrez para uso do novo Maracanã. As negociações ocorreram em separado. "Teriam muito mais poder de barganha se tivessem negociado em conjunto", afirma Ferreira. Essa falta de articulação é um dos motivos por que os clubes na Europa ficam com 12% da receita de licenciamento de seus produtos e os daqui com apenas 3% ou 4%, conforme o levantamento da FGV Projetos.

A diferença entre ricos e pobres tende a ficar mais evidente a partir da Copa do Mundo. Quem tem estádio novo, no modelo arena multiuso, vai se distanciar, e muito, na geração de caixa, diz o diretor da Pluri. É o caso de Corinthians, Internacional e Atlético Paranaense. Junto com eles, Palmeiras e Grêmio, cujos novos estádios não serão palco de jogos do mundial, mas obedecem ao chamado padrão Fifa de qualidade. "Com as novas arenas, alguns clubes vão poder capitalizar. Além de atrair o público para o equipamento novo, mais seguro e confortável, também vão poder explorar outros serviços", observa Trevisan. Entre eles, shows, shoppings, restaurantes e eventos.

Para ele, a Copa teve o grande benefício de acelerar a renovação dos estádios, mas também está suscitando outras discussões, como a revisão do exaustivo calendário - uma iniciativa dos jogadores com o sugestivo nome de Bom Senso Futebol Clube. Trevisan acha que o padrão Fifa pode render benefícios: "A qualidade dos estádios, o conforto, a segurança jurídica para patrocinadores não serem alvos de marketing de emboscada. Os clubes podem aproveitar esse padrão para oferecer isso a seus patrocinadores e parceiros e atrair mais gente para o negócio".

Para Ferreira, os maiores beneficiados serão Corinthians e Atlético Paranaense, porque são donos de seus estádios. Inter, Grêmio e Palmeiras também ganharam, mas como a gestão das arenas será compartilhada por empresas associadas os resultados precisarão ser divididos com os sócios. "Quem não tem estádio ou tem estádios ultrapassados vai ficar para trás", prevê. Mas nada se compara aos "inquilinos", os clubes que terão novas arenas à disposição, mas não serão donos e, portanto, terão que pagar para jogar nelas. É o caso dos quatro do Rio, do Cruzeiro em Belo Horizonte e do Náutico em Recife. "Dentro de dois anos os balanços vão mostrar quem é quem."

As discussões sobre o calendário, se trazem um sopro de modernidade, podem obrigam os clubes a ficar mais atentos ao público, porque os submetem - à força - ao fenômeno da internacionalização. Os clubes europeus hoje fazem suas pré-temporadas e amistosos na Ásia, onde procuram arregimentar fãs. Neste ano, por exemplo, o Barcelona decidiu abrir um escritório de representação em Hong Kong. Em 2011, o Manchester United, o segundo clube mais rico do mundo, informou que cerca de 190 milhões de seus 330 milhões de simpatizantes - aferidos pela internet - moram no Oriente. Quando os calendários baterem, pelo menos parte dos europeus vai buscar o Brasil e outros países sul-americanos para suas pré-temporadas e amistosos. Mais próximos, tendem a seduzir mais crianças e jovens brasileiros já acostumados a ver pela TV os campeonatos muito mais eletrizantes que o modorrento Brasileirão.

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