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Geografia e crise: crítica à interpretação de Meszáros

Fernando Sampaio Publicado em 29.03.2012

A crise que se abateu sobre a economia capitalista marcadamente a partir de 2008 levou a uma série de interpretações dos mais diversos matizes. De forma geral as visões Keynesianas e Marxistas sobre a crise foram as que conduziram as mais criativas e importantes análises.

Mesmo bons autores marxistas, badalados no meio acadêmico, acabam por incorrer em interpretações em parte equivocadas. Aqui faço algumas considerações sobre o texto “Crise Estrutural Necessita de Mudança Estrutural”, de Istavan Meszáros, texto base da conferência proferida pelo autor na abertura do II Encontro de São Lázaro, em 13 de junho de 2011. O texto é um resumo das ideias que o autor vem constantemente apresentando em seus escritos e entrevistas, com a vantagem da atualidade de sua interpretação.

A forma de apresentação do texto deixa claro que se trata de uma fala para um público mais amplo, daí a necessidade de demonstrar a inviabilidade do capitalismo e a importância da luta pelo socialismo. Sendo assim, ele está correto em explicitar que a atual crise (2008 que é a sua manifestação fenomênica mais recente) é uma crise mais profunda do capital e que qualquer saída desta crise significa apenas o seu adiamento, pois ela não será resolvida.

A análise de que a crise de 2008 é apenas o aprofundamento da crise de 1973 está correta. As soluções parciais achadas para a retomada do processo de acumulação de capital e da saída da crise trouxe condições para que tal crise não fosse tão intensa e, ao mesmo tempo, sua permanência tornou-se mais duradoura.

No entanto quando ele expõe os aspectos que dariam a característica de novidades históricas da atual crise, incorre no erro das falsas novidades.

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