Artigos

Espionar os usuários, o negócio da hora na rede

Julia Angwin Publicado em 05.08.2010

Estudo revela que o acompanhamento dos consumidores se tornou mais dominante e invasivo do que todos imaginam

Uma investigação do Wall Street Journal descobriu que um dos negócios que mais crescem na internet é o de espiar os usuários.

O WSJ realizou um estudo abrangente que avalia e analisa o vasto conjunto de “cookies” e outras tecnologias de vigilância que as empresas estão usando para seguir os passos dos internautas. Ele revela que o acompanhamento dos consumidores se tornou mais dominante e invasivo do que todos imaginam – com exceção de algumas poucas pessoas na vanguarda da indústria.

O estudo descobriu que os 50 principais sites dos EUA instalaram uma média de 64 peças de tecnologia de rastreamento nos computadores dos visitantes, sem nenhum alerta. Uma dúzia de sites instalaram mais de cem dispositivos.

A tecnologia de rastreamento está se tornando mais inteligente e mais invasiva. O monitoramento costumava ser limitado principalmente aos “cookies ” que registram as visitas das pessoas aos websites. Mas o WSJ encontrou novas ferramentas para escanear em tempo real o que as pessoas estão fazendo numa página da internet e, então, determinar a localização, renda, interesses de compra e até o estado de saúde. Os perfis das pessoas, constantemente atualizados, são comprados e vendidos em mercados que surgiram nos últimos 18 meses e se assemelham a bolsas de valores.

_______________________________________________________________________

Fonte: The Wall Street Journal, no jornal Valor Econômico