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Notas internacionais 11/07/18

Ana Prestes Publicado em 11.07.2018

Bélgica, Rússia, Alemanha, Reino Unido, EUA, China, Paquistão, México, Nicarágua, Japão, Argentina, Coreia do Sul.

Bebê inflável com a cara de Trump será a sensação dos protestos na Escócia contra a visita de Trump

- Começa hoje em Bruxelas a Cúpula da OTAN. Trump já chegou à reunião puxando briga com a Alemanha, a acusando de não investir no setor da defesa e de estar "cativa" da Rússia por sua total dependência energética, refletida na construção do gasoduto (Nord Stream II) em parceria com os russos. Trump também atacou os outros membros da OTAN, ao dizer que os EUA gastam demais com defesa enquanto os outros países membros não destinam recursos suficientes. No dia anterior, Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, já havia mandado um recado a Trump: "querido presidente, a América não tem e nem terá um aliado melhor que a Europa".

- Historicamente, há 69 anos, a OTAN tem sido usada por EUA e seus aliados europeus para ameaçar países que ameaçam seu poderio, como Rússia e China, além de a entidade não colaborar para a pacificação do Oriente Médio. Neste momento, os exercícios militares que se realizam na Polônia e na Romênia são vistos como parte de uma campanha internacional contra Moscou.

- Por falar em Rússia, o ministro da defesa russo, Sergei Shoigu, não perdeu a oportunidade de provocar a OTAN e Trump, antes que comecem os debates que certamente colocarão os russos em evidência. Nas palavras do ministro: "faz tempo que gostaria de dar aos colegas americanos um mapa-mundi para que o vejam e expliquem porque os inimigos declarados da América estão localizados no Oriente Médio ou no Extremo Oriente, enquanto suas bases e forças militares estão junto às fronteiras russas".

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- O pesadelo de Merkel no ambiente da política interna da Alemanha continua. No dia de ontem (10) o ministro do interior, Horst Seehofer, apresentou um novo plano de política migratória, passando por cima do já acordado plano da coalizão (CDU, CSU e SPD). Ao anunciar o plano, Seehofer afirmou que o que se verá em marcha no próximo período não é fruto do pacto da coalizão governante, mas sim de suas ações com base em seu plano de construir "centros de transição" para refugiados, deportar expressamente aqueles que não tiveram asilo aceito e fechar totalmente as fronteiras para aqueles que já tentaram ingressar em outros países da Europa. Países da costa como Itália e Grécia, serão bastante impactados com essas medidas.

- Após deixar Bruxelas, Trump segue para o Reino Unido onde estão sendo organizadas marchas massivas contra a presença do presidente dos EUA no país. Com medo dos protestos, os mandatários mudaram seu encontro de Londres para a casa de campo de Theresa May em Blenheim (Oxfordshire). O mesmo ocorrerá na Escócia, para onde Trump seguirá na sequência; tanto Glasgow como Edimburgo preparam manifestações. Um boneco inflável gigante de um bebê com a cara de Trump, que para ser confeccionado contou com um financiamento coletivo que ultrapassou em muito a meta inicial, será a sensação dos protestos.

- Trump anunciou mais 6000 produtos chineses que serão sobretaxados em 10%. O valor total da exportação de tais produtos gira em torno de 200 bilhões de dólares. Pequim se pronunciou dizendo que a medida é "totalmente inaceitável" e que serão tomadas contramedidas necessárias.

- Terminou ontem prazo dado por juiz para que Trump devolvesse as crianças separadas na fronteira a seus pais. Muitas crianças seguem sozinhas, no entanto; algumas, porque seus pais já não estão mais em território americano, por terem sido expulsos, e outras por motivos não comunicados pelo governo americano.

 

- Malala, a jovem paquistanesa que é Prêmio Nobel da Paz, visitou o Brasil, e sua fundação, a Malala Fund, deve investir 700 mil dólares para a formação de jovens ativistas pela educação em diferentes partes do Brasil.

- Paquistão terá eleições no próximo 25 de julho. País vive onda de violência com atentados e ataques suicidas.

- López Obrador, o novo presidente mexicano, se prepara para receber na próxima sexta (13) uma delegação do governo dos EUA chefiada por Mike Pompeo. Obrador vai receber a delegação na casa que foi sede da sua campanha eleitoral. Os americanos também estarão com o atual presidente, Peña Nieto e as principais pautas devem ser migração e o novo Nafta. Obrador afirmou que apresentará aos americanos seu plano de que "do Panamá ao Rio Bravo queremos que as pessoas tenham oportunidade de trabalho para que não tenham necessidade de migrar. Esse é nosso projeto central. Não é um assunto de medidas coercitivas".

- Bispos nicaraguenses resolveram dar continuidade ao diálogo na mesa de negociações entre governo e oposição, ao contrário do que haviam anunciado ontem. Por sua vez, a OEA deve aprovar no dia de hoje (11) um documento crítico ao governo de Daniel Ortega. O texto foi preparado por Paulo Abrão, brasileiro, secretário-executivo da CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos) que encerrou ontem uma visita ao país. O documento de Abrão vai denunciar "práticas de terror, com detenções em massa e assassinatos". Não há consenso sobre o número de mortos no país, CIDH fala em 212 e há entidades de direitos humanos que falam em 310.

 
Assassinato da transexual Gimena Alvarez levou à prisão perpétua de dois argentinos.

- Na Argentina, homem foi condenado a prisão perpétua por feminicídio.

- A Coreia do Sul confirmou que realmente não participará dos treinamentos militares anuais que ocorrem em agosto em parceria com os EUA, chamados de Exercícios Ulchi. A medida é um dos resultados da cúpula entre Trump e Jong-un no último mês de junho.

- Japão vive drama por tempestade. Já são quase 200 mortos.