Prosa@Poesia

Morcego morto

Walmir Ayala Publicado em 30.01.2009

*

Flor de veludo pisada. Ontem
silvo na noite. Agora
penugem fria.

Junto às rosas, assistido
pelo agudo sonho
dos gatos, sob o afiado sol,
apodrece.

Ontem vôo maldito. Agora
espectro varrido.

Habitante
da morte inconsútil.
O dia
claro te vê, consome
e guarda.


Melhores poemas
Walmir Ayala
Seleção: Marco Lucchesi
Global Editora – edição 2008