Centro de Documentação e Memória (CDM)
Coleção Princípios - As cidades podem vencer

História urbana: labirinto e fronteira

Luiz Sérgio Duarte da Silva e Adriana Mara Vaz Publicado em 01.08.2008

O debate científico acerca da formação das cidades apóia-se em várias correntes teóricas. A primeira parte do presente artigo, que será publicado em duas edições, expõe um panorama de alguns campos do pensamento acadêmico, com os quais é importante dialogar

1 Realizados a partir de 1990, por iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFBA, os Seminários de História da Cidade e do Urbanismo (SCHU) ganharam força. Em 2008 o SCHU caminha para sua décima edição e concentra os pesquisadores voltados para as discussões em torno da cidade e do urbano.

Segundo levantamento sobre a produção científica brasileira acerca da história urbana, feito pelos historiadores Ana Fernandes e Marco Aurélio de Filgueiras Gomes no ano de 1998 1, naquele momento este era ainda um campo em construção. Dentre os autores estudados, predominavam Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda dos anos 1930, Aroldo Azevedo e Pierre Deffontaines dos anos 1950, e Robert Smith e Nestor Goulart Reis Filho dos anos 1960, que estudaram principalmente as cidades coloniais 2.

Na virada do século XX a questão da “modernização urbana” foi o tema abordado com maior ênfase. Esta fase foi marcada pelo intuito de elaborar um projeto de modernização nacional – com melhorias de infra-estruturas urbanas e regionais e disseminação de ideologia progressista – e pela criação de novas representações sobre a cidade e a vida urbana, embora, dada a complexificação das funções urbanas, a modernização também já fosse vista como um processo de exclusão e de segregação (Fernandes, Gomes, 1998, p. 17).

Em seu desenvolvimento essa área de pesquisa problematizou temas acerca da “modernização urbana e habitação”, abordando o problema da moradia para as camadas mais pobres, do “pensamento urbanístico” que pautava a dimensão projetual do urbanismo moderno e “territórios e mercados de trabalho” que apontava para questões ligadas a territorialidade, história do lugar, apropriação, bem como para as questões do mercado informal de trabalho nas cidades.

Ao final do artigo, os arquitetos historiadores (1998, p. 23) afirmam: “Uma história urbana tem, portanto, o duplo desafio de defrontar-se com as questões colocadas pelo espaço e, mais ainda, pelo tempo, articulando-as em uma rede de significações em que o espaço problematiza o tempo e o tempo problematiza o espaço”. E constatam: “Muito pouco ou nada foi problematizado na literatura específica da área, a sua teorização pouco comparece na preocupação dos fenômenos urbanos”. (1998, p. 23)

Coloca-se aí a necessidade de uma reflexão teórica mais elaborada, assentada em diálogos mais profícuos com as teorias urbanas, acerca da própria construção histórica da cidade e do urbano. Outra crítica dirige-se à obsessão dos historiadores da cidade pela modernidade, concentrando-se nos séculos XIX e XX, o que ocasiona uma delimitação espacial que inibe outras pesquisas. Para finalizar, sentem a potencialidade da história urbana como veículo de crítica e intervenção, mas reconhecem como algo ainda não concretizado.

Em 2006 o IX Seminário da História da Cidade e do Urbanismo realizado na cidade de São Paulo procurou “incentivar a reflexão sobre os distintos aportes disciplinares e metodológicos que definiram o estudo da cidade e do urbanismo como campo de pesquisa” 3. As preocupações norteadoras do evento se concentraram na contribuição dos diferentes saberes para o conhecimento da experiência urbana, na constituição da questão urbana moderna, nas variações das representações mentais e construções ideológicas, nos desafios que se apresentam, e na reflexão sobre a história social e intelectual frente ao urbanismo como ciência autônoma.

O XII Encontro Nacional da ANPUR realizado em 2007 demonstrou a amplitude das pesquisas e investigações sobre a cidade. Sobre a história urbana, destaca-se a sessão temática História, cidade e urbanismo, coordenada por Eloísa Petti Pinheiro e Ivone Salgado, que fizeram um balanço dos estudos na área da história da cidade e do urbanismo, mais de dez anos após o apanhado de Fernandes e Gomes (1998). Segundo tal balanço, o crescimento dos estudos nessa área deve-se ao incremento simultâneo dos programas de pós-graduação, tanto na área de Arquitetura e Urbanismo, como de Planejamento Urbano e Territorial. Tema que tem ganhado relevância é o da cidade colonial, “com estudos voltados para a sua formação, preceitos urbanísticos e morfologia assim como os sistemas e redes urbanas que estruturaram o território brasileiro” (Pinheiro, Salgado, 2007). Além desse, o tema da cidade e a cultura – territorialidades urbanas, valorização social do passado, preservação urbana, patrimônio urbano, centros históricos – é apontado como outro que emerge nos anos 1990 e que se fortalece a partir de então.

Comparando-se com a constatação feita em 1998, sobre a preponderância dos estudos da modernização urbana localizados temporalmente na virada do século XIX para o século XX, no apanhado de 2007 feito por Pinheiro e Salgado nota-se a incorporação, nas pesquisas, de questões relacionadas à forma, à estética, à legislação e à gestão. Nesse sentido, observa-se a ampliação do arco temporal abarcando desde o período colonial até a contemporaneidade.

Ao final, Pinheiro e Salgado (2007) apontam a persistência de algumas lacunas “como os estudos com perspectiva comparada, os discursos não exclusivamente técnicos e científicos sobre a cidade, o aprofundamento sobre as relações entre a pesquisa histórica e as teorias urbanas, e entre aquela e a prática projetual (incluindo-se aqui as práticas operacionais no campo da preservação), além da sempre desafiante articulação das variáveis espaço e tempo”.

2 Desde a década de 1980, a historiadora Maria Stella Martins Bresciani tem olhos para a cidade. Seus artigos e livros traduzem sua preocupação com tal objeto partindo do pressuposto da impossibilidade de estudar a cidade senão pelo viés da interdisciplinaridade. A interdisciplinaridade é constitutiva do campo de saber chamado urbanismo e, dessa forma, está implícito na forma de analisar as cidades ou compor uma narrativa sobre as mesmas, afirma Bresciani (2002) 4. Nesse sentido, percorre os caminhos que estabelecem a cidade como questão e discute as possibilidades de apreendê-la. Para tal, utiliza leituras que mesclam os discursos oficiais, administrativos e historiográficos com outros, considerados “ordinários,” (Bresciani, 1995: 143) como a literatura, os relatos memorialísticos, os diários, os artigos de jornais e outros, visando a capturar as memórias tecidas em experiências comuns a todos. Já se tornaram clássicos os seus artigos 5 sobre as cidades européias do século XIX em que a literatura é um importante fio condutor para avaliação da nova sensibilidade que se formava. Bresciani (1992, 1993) 6 indica a insuficiência das descrições físicas para pensar a cidade e aponta para a importância das memórias afetivas – gestos, comportamentos, hábitos, práticas –, construtoras dos espaços, as quais constituem a própria matéria urbana. Essa matéria, formada pelo fio condutor da opinião como transmissor de memórias, tanto históricas quanto pessoais, compõe anamorficamente a realidade da cidade. Em outras palavras, são as transformações de uma forma ao longo do tempo. Desse modo, as memórias compõem o tecido de nossas relações com o espaço, diz Bresciani (1992: 164), expressando-se por meio das “dobras” Cauquelin 7 (1982: 27), que abrangem tudo aquilo que vem do passado, inclusive os esquecimentos ou os silêncios.

3 Na construção de uma história cultural do urbano, Sandra Jatahy Pesavento é um nome referencial. Sua extensa produção acadêmica demonstra sua preocupação com esse viés da história da cidade. Segundo acredita a historiadora, “a cidade oportuniza uma ‘iluminação’ [...], inteligibilidade, cruzamento do dado objetivo (a obra, o traço, o sinal) com o eu-subjetivo (a leitura da representação)” 8. Nesse caso, as investigações assentam-se nas representações simbólicas frente às práticas sociais, que podem ser encontradas naqueles que concebem, planejam, discutem, executam a cidade, como também naqueles que consomem ou habitam o espaço urbano. Dos estudos das cidades européias até o esquadrinhamento de Porto Alegre por meio da literatura e dos jornais, passando por novas interpretações de Gilberto Freyre, Pesavento formula um pensamento coerente que muito tem contribuído para pensar o urbano no Brasil. Do imaginário ao artefato a cidade se mostra por inteiro.

4“A relação cultura e cidade contemporânea” tem se feito presente nos estudos urbanos recentes. As abordagens discutem a mercantilização e espetacularização urbanas, passando por memória, patrimônio e lugar da história na cidade contemporânea. Todas essas questões permeiam a gestão urbana. Segundo afirma Fernandes 9 (2006, p. 52), a partir dos anos 1990 culturaliza-se o mundo e, em termos urbanos e urbanísticos, a questão não é diferente, pois a “cultura passa a reger, justificar e legitimar um conjunto de intervenções que podem ser completamente antagônicas em termos de produção de sentidos ou em termos de perspectivas sociais”. Em outras palavras, a cidade passa a ser um objeto cultural – totalmente ou em partes – e, diante do processo de globalização, transforma-se em valor de troca ou de consumo. Fernandes (2006, p. 56) completa que a cidade como objeto cultural reificado pode ser lida a partir da celebração do privado, da patrimonialização e da cenarização. Nesse âmbito, destacam-se os estudos de Ana Fernandes, Otília Arantes, Paola Berenstein Jacques, José Reginaldo Santos Gonçalves, Rogério Proença Leite, Lúcia Lippi de Oliveira, Fernanda Sánchez, Silvana Rubino, entre outros.

5 Estudos que se descortinam com Michel de Certeau, alimentados por Benjamin e o flâneur de Baudelaire, ou ainda pelos escritos da deriva da Internacional Situacionista, despontam como outra vertente da história urbana. A maneira de compreender as cidades por meio das práticas espaciais ou mesmo corporais indica uma discussão teórica, como também envereda pelos caminhos das territorialidades e da identidade do lugar. Ao contrário do establishment provocado pela culturalização da cidade, surgem perspectivas outras com os estudos que discutem o modo como as pessoas praticam o espaço da cidade e as sociabilidades dali geradas. Desse modo, prevalecem as vivências como prioritárias à compreensão da experiência urbana. Esse percurso da história urbana ainda é recente e propõe alinhar a cidade e o urbanismo ao campo das artes, remetendo à idéia de rizoma de Deleuze e Guattari. Ao propor a lógica da multiplicidade ao contrário do pensamento binário moderno, Pasqualino Romano Magnavita (2006) 10 questiona os conteúdos das disciplinas de história da cidade e do urbanismo porque expressam conteúdos esquemáticos estabelecidos, gerando repetições ao invés de buscar a diferença. É um caminho que tem interessado arquitetos, historiadores, antropólogos, geógrafos, estudiosos da arte urbana, e outros. Como percurso novo, destacam-se Paola Berenstein Jacques, Lílian Fessler Vaz, Antônio Augusto Arantes, Pasqualino Romano Magnavita, Vera Pallamin, entre outros.


6 Os estudos acerca da cidade do período colonial estiveram por algum tempo presos à construção da história da modernização brasileira. Desconstruía-se a cidade colonial para compreender a cidade moderna. Nos últimos anos, as pesquisas, em novas abordagens frente à literatura clássica do tema, voltam-se para compreendê-la em si mesma, diante da lógica de sua formação, os seus preceitos urbanísticos, sua morfologia e sua inserção nas redes que estruturam o processo de urbanização brasileiro (PINHEIRO, GOMES, 2004). Historicamente, a cidade colonial foi objeto de interesse de várias disciplinas, o que originou vários estudos sob óticas distintas. Capistrano de Abreu, Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, Caio Prado Júnior, Pierre Monbeig, Pierre Deffontaines, Aroldo Azevedo, Robert Smith, Nelson Omegna, Nestor Goulart dos Reis Filho, Paulo F. Santos são alguns dos autores que construíram a história urbana brasileira a partir da década de 1930 até os anos 1970. Esses autores ajudaram a pensar e a explicar o Brasil e alguns, como Holanda, criaram mitos, como o do espanhol ladrilhador e o do português semeador.

Nos últimos vinte anos surgiram outros nomes e novas perspectivas para pensar a cidade. Na década de 1980, Murilo Marx interpreta a evolução da cidade brasileira a partir do percebimento entre domínio, responsabilidade e criação do espaço e do ambiente construído, relacionando Estado e Igreja, edifícios religiosos em face às edificações militares e públicas, assim como os vazios urbanos (FRIDMAN, 2004) 11. Retomando as interpretações de Nestor Goulart da urbanização englobando assentamentos e ordenação do território, as pesquisas referenciais de Renata Malcher de Araújo e Beatriz Piccolotto Siqueira Bueno discutem o papel dos engenheiros militares e da cartografia, respectivamente, como ideologicamente fundamentais ao urbanismo português. Merece destaque ainda o estudo de Roberta Marx Delson, também filiada às idéias de Reis Filho, que discute o planejamento para as cidades do Brasil colonial, desmistificando a sua ausência. Além desses, destacam-se os estudos de Maria Helena Occhi Flexor, Mauricio de Almeida Abreu, Luiz Ricardo Centurião, entre outros.

Fernanda Arêas Peixoto em seu artigo “As cidades nas narrativas sobre o Brasil” 12 levanta algumas questões importantes para pensar a maneira como se escreveu sobre as cidades brasileiras. Segundo constata a autora, as cidades entram de maneira confusa nos discursos sobre o país, porque, a princípio, foram pensados a partir dos grandes espaços vazios, dos sertões, das fronteiras, do mundo rural. No século XIX e início do século XX, a compreensão da cidade como problema foi conduzida primeiramente por literatos, poetas, cronistas, artistas, fotógrafos. Nem a crescente urbanização dos anos 1920 foi capaz de suscitar o desejo da cidade. Prevalecia o desejo do universo rural e tradicional. Somente a partir de meados dos anos 1940, por meio de trabalhos acadêmicos, os estudos sobre as cidades se descolam das grandes questões nacionais, mas sempre pela dicotomia campo/cidade, que era tributária da dualidade litoral/sertão. Conforme destaca Peixoto (2006), os modernistas, como Mario de Andrade, incorporam a cidade em seus discursos, sempre São Paulo, antes dos intérpretes da nação propriamente ditos. Na década de 1930, inaugura-se uma reflexão mais sistemática sobre a relação entre o rural e o urbano, observando a importância da constituição e crescimento das cidades na formação nacional. São clássicos os textos de Sérgio Buarque de Holanda e Gilberto Freyre.

A autora aponta que, apesar da inegável contribuição do texto de Holanda para pensar a cidade colonial brasileira, a questão maior prendia-se a uma discussão contemporânea ao texto que era pensar a relação entre tradição e modernidade no Brasil. Já a obra de Gilberto Freyre faz uma reflexão sobre o urbano e suas múltiplas dimensões – de configuração física e material ao espaço de sociabilidade –, antecipando pesquisas que não vêem a cidade apenas como categoria analítica. Como dito, a partir da década de 1940, as primeiras gerações universitárias elegem a cidade como objeto de suas pesquisas. Temas como folclore, migrantes, urbanização, modernização, relações raciais são os preferidos e produzidos por nomes como Florestan Fernandes, Antonio Cândido, Roger Bastide, entre vários trabalhos monográficos. Peixoto ressalta que a perspectiva das investigações gira sempre em torno da dualidade tradição e modernidade.

Luiz Sérgio Duarte da Silva é historiador e professor da Universidade Federal de Goiás e Adriana Mara Vaz de Oliveira é arquiteta e professora da Universidade Católica de Goiás

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Notas
(1) FERNANDES, Ana & GOMES, Marco Aurélio de Filgueiras. “A pesquisa recente em história urbana no Brasil: percursos e questões”. In: PADILHA, Nino (Org.). Cidade e urbanismo: história, teorias e práticas. Salvador: Mestrado de Arquitetura e Urbanismo da FAUFBA, 1998, p. 13-28.
(2) PINHEIRO, Eloísa Petti & GOMES, Marco Aurélio A. de Filgueiras. “Retraçando percursos: o papel dos seminários de história da cidade e do urbanismo na constituição de um campo de estudos”. In: PINHEIRO, Eloísa Petti & GOMES, Marco Aurélio A. de Filgueiras (Orgs.). A cidade como história. Os arquitetos e a historiografia da cidade e do urbanismo. Salvador: EDUFBA, 2004.
(3) Anais do [IX] SCHU, Seminário de História da Cidade e do Urbanismo. São Paulo, FAUUSP/ EESCUSP/ FAUPUCCamp/ FAUMackenzie, 2006, p.5.
(4) BRESCIANI, Maria Stella. “Cidade e história”. In: OLIVEIRA, Lucia Lippi (Org.). Cidade: história e desafios. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2002.
(5) BRESCIANI, Maria Stella. “Século XIX: a elaboração de um mito literário”. Revista História: Questões & Debates, Curitiba, APAH, a.7, n.13, p. 209-243, dez.1986. BRESCIANI, Maria Stella. “Metrópoles: as faces do monstro urbano (as cidades no século XIX)”. Revista Brasileira de História. São Paulo, ANPUH, v.5, n.8/9, p. 35-68, 1985.
(6) BRESCIANI, Maria Stella (Org). Imagens da cidade: séculos XIX e XX. São Paulo: ANPUH/SP; Marco Zero; FAPESP, 1993. BRESCIANI, Maria Stella M. “Nas ruas, os caminhos da cidade”. Cadernos de História de São Paulo: a cidade e a rua. São Paulo: Museu Paulista USP, v. 2, 1993. BRESCIANI, Maria Stella M. “Cidades: espaço e memória”. In: SÃO PAULO SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA, DEPARTAMENTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO. O direito à memória. São Paulo: DPH, 1992.
(7) CAUQUELIN, Anne. Essai de philosophie urbaine. Paris: PUF, 1982.
(8) PESAVENTO, Sandra Jatahy. “Muito além do espaço: por uma história cultural do urbano”. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 8, n. 16, p. 279-290, 1995.
(9) FERNANDES, Ana. “Cidades e cultura: rompimento e promessa”. In: JEUDY, Henri Pierre & JACQUES, Paola Berenstein (Orgs.). Corpos e cenários urbanos: territórios e políticas culturais. Salvador: EDUFBA; PPG-FAUFBA, 2006.
(10) MAGNAVITA, Pasqualino Romano. “Nomadologia e a história da cidade e do urbanismo no pensamento pós-estruturalista”. In: Anais do [IX] SCHU Seminário de História da Cidade e do Urbanismo. São Paulo, FAUUSP/ EESCUSP/ FAUPUCCamp/ FAUMackenzie, 2006, p. 20.
(11) FRIDMAN, Fania. “Breve história do debate sobre a cidade colonial brasileira”. In: PINHEIRO, Eloísa Petti & GOMES, Marco Aurélio A. de Filgueiras (Orgs.). A cidade como história. Os arquitetos e a historiografia da cidade e do urbanismo. Salvador: EDUFBA, 2004.
(12) PEIXOTO, Fernanda Arêas. “As cidades nas narrativas sobre o Brasil”. In: FRUGOLI JR, Heitor & ANDRADE, Luciana Teixeira & PEIXOTO, Fernanda Arêas (Orgs.). As cidades e seus agentes: práticas e representações. Belo Horizonte: PUC/Minas/ Edusp, 2006, p. 117-197.

EDIÇÃO 97, AGO/SET, 2008, PÁGINAS 17, 18, 19, 20, 21