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Plano de investimento em infraestrutura será o maior da história recente do País

Planalto Publicado em 12.05.2015

A informação foi dada pelo ministro Edinho Silva, da Secretaria de Comunicação Social,durante entrevista coletiva nesta segunda-feira (11), logo após a reunião de coordenação política do governo.

Dilma visita obra que aumenta em sete estações o metrô do Rio de Janeiro, chegando à Barra da Tijuca.

O ministro Edinho Silva, da Secretaria de Comunicação Social, disse que o plano de investimento em infraestrutura e logística, a ser lançado pelo governo em breve, será o maior da história recente do País e que essa agenda é prioritária para a presidenta Dilma Rousseff. A informação foi dada durante entrevista coletiva nesta segunda-feira (11), logo após a reunião de coordenação política do governo.

A estruturação do plano está sendo feita pela presidenta Dilma Rousseff, em conjunto com o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Pelo tamanho, acrescentou o ministro, dificilmente ele será lançado nesta semana. “Eu penso que será difícil ele ser lançado nessa semana, porque, na minha avaliação, deve ser o maior plano de investimento em infraestrutura e logística da história recente do País. Portanto, a formatação de um plano dessa envergadura e com essa importância não é uma tarefa simples”, explicou.

Concessões em logística

O governo já está concluindo os detalhes para o lançamento do programa de concessões de logística, que inclui aeroportos, ferrovias, rodovias e portos, adiantou a presidenta Dilma Rousseff, nesta terça-feira (12). “Nós estamos finalizando e conversando com empresas, no sentido de ver quais são os interesses existentes. E estamos finalizando, também, as formas de financiamento possíveis. Elas ainda não vão ser as mais definitivas, mas estamos fazendo toda uma modelagem”, explicou.

A afirmação foi feita durante entrevista coletiva, após reunião com o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, no Rio de Janeiro. Dilma disse ainda que o pacote de investimentos implica em avaliações minuciosas do que cabe entrar na concessão ou não.

“Há coisas que você não consegue conceder, porque o custo da tarifação será muito alto. Dependendo da quantidade de tráfego de uma rodovia, se você conceder, vai ter um pedágio muito elevado. Quanto menos tráfego, maior o pedágio e vice-versa. Em uma ferrovia, se faz uma avaliação que precisa de um certo volume de carga para ela ser viável em termos de concessão”, comentou.

Dilma anunciou ainda que, após o lançamento do pacote de concessões, o governo vai lançar também um programa de energia elétrica para os próximos anos e o Minha Casa Minha Vida 3.

Rio 2016
Ainda na coletiva de imprensa, a presidenta assumiu o compromisso de, ao longo dos próximos meses, promover reuniões de trabalho sistemáticas com o Comitê Organizador dos Jogos e com o Comitê Olímpico Brasileiro. O objetivo é fazer um “ajuste fino” entre as ações dos governos federal, estadual e municipal.

A presidenta também destacou a participação dos investidores privados nas obras dos Jogos. “Inclusive, os investidores privados que participam de todos os projetos de PPP [parceria público-privada] que estão sendo levados aqui, que transformam essa Olímpiada em algo especial, ou seja, grande participação do capital privado. O financiamento é feito pelo governo federal, mas tem uma imensa participação do setor privado e vai deixar um imenso legado”.

Ajuste fiscal

O governo considera uma vitória importante e significativa a aprovação da Medida Provisória 665, que corrige distorções nas regras de acesso ao seguro-desemprego e ao abono salarial, ocorrida na última semana, na Câmara dos Deputados, informou nesta segunda-feira (11) o ministro Edinho Silva, da Secretaria de Comunicação Social, após participar da reunião semanal de coordenação política, com a presença da presidenta Dilma Rousseff.

Segundo ele, foi um passo importante do governo e sinaliza uma expectativa positiva em relação à votação das demais medidas do ajuste fiscal, necessário à retomada do crescimento econômico do País. “Todos esperam a continuidade das votações nesta semana [na Câmara dos Deputados] e, posteriormente, as votações do Senado”.

O ministro acrescentou que foi “extremamente positivo” que a Câmara dos Deputados tivesse entendimento sobre a importância do ajuste, que será transitório, para que o Brasil possa superar esse momento e retomar o crescimento econômico com sustentabilidade. A Câmara deve votar nessa semana a MP 664, que trata das normas sobre o pagamento de pensão por morte.

Participaram da reunião de coordenação, realizada na manhã desta segunda-feira no Palácio do Planalto, além da presidenta Dilma Rousseff e do ministro Edinho Silva, o vice-presidente, Michel Temer; e os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil); Joaquim Levy (Fazenda); Nelson Barbosa (Planejamento); José Eduardo Cardozo (Justiça); Eliseu Padilha (Aviação Civil); Eduardo Braga (Minas e Energia); Aldo Rebelo (Ciência e Tecnologia); e Ricardo Berzoini (Comunicações), além dos senadores  Delcídio Amaral (PT-MS), José Pimentel (PT-CE), ambos do PT e o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE)