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“Sonhos da Mocidade”

Olavo Bilac Publicado em 11.07.2011


Vida e Poesia de Olavo Bilac – Capítulo III “Sonhos da Mocidade”

“Noite ainda, quando ela me pedia
Entre dois beijos que me fosse embora,
Eu, com os olhos em lágrimas dizia:

“Espera ao menos que desponte a aurora!
Tua alcova é cheirosa como um ninho...
E olha que escuridão há lá por fora!

Como queres que eu vá, triste e sozinho,
Casando à treva e o frio de meu peito
Ao frio e á treva que há pelo caminho?!

Ouves? é o vento! é um temporal desfeito!
Não me arrojes à chuva e à tempestade!
Não me exiles do vale do teu leito!”
(“Tercetos”)

Vida e Obra de Olavo Bilac
Fernando Jorge
Edições MM, 2 ed. – pág. 47