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A necessidade do corpo

Adélia Prado Publicado em 04.10.2010

“Nenhum pecado desertou de mim.
Ainda assim eu devo estar nimbada...
Porque um amor me expande.
Como quando na infância
Eu contava até 5 para enxotar fantasmas,
Beijo por cinco vezes minha mão.
Este é meu corpo,
Corpo que me foi dado
Para Deus saciar sua natureza onívora.
Tomai e comei sem medo,
Na fímbria do amor mais tosco
Meu pobre corpo
É feito corpo de Deus.”


A Duração do Dia,
Editora Record, 2010.